Sábado, 07 de novembro de 2026
Política

Câmara volta a debater sistema eleitoral misto após queixas contra puxadores de votos

Lideranças partidárias articulam mudança para combinar voto distrital com listas proporcionais

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A cúpula da Câmara dos Deputados voltou a articular a discussão de uma reforma eleitoral centrada na adoção do sistema misto para a escolha de parlamentares. O modelo, que divide a eleição entre distritos com voto majoritário e listas partidárias proporcionais, ganhou força entre lideranças políticas insatisfeitas com o resultado do pleito de 2026.

A mudança em discussão alteraria a forma como os cidadãos escolhem seus representantes no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas estaduais. No desenho defendido pelos apoiadores da proposta, parte das cadeiras seria preenchida por candidatos eleitos diretamente pelas regiões onde atuam, enquanto a outra metade seria distribuída de acordo com a votação total recebida pelas legendas partidárias.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já defendeu a implementação do modelo misto em três ocasiões anteriores, argumentando recentemente que o formato serviria para conter o impacto de puxadores de votos impulsionados por discursos ideológicos. A tese também tem o apoio público do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e ganhou fôlego com as queixas de parlamentares sobre a concentração de cadeiras obtidas por candidatos do Partido Liberal (PL) com votações expressivas.

O Congresso Nacional tem histórico de resistência a alterações nas regras eleitorais, tendo rejeitado em 2015, em 2017 e em 2021 as tentativas de instituir o chamado 'distritão', que elegia apenas os concorrentes mais votados sem considerar as siglas. O debate sobre o formato misto deve ser apresentado aos líderes partidários nas próximas semanas para definir se o projeto terá viabilidade de tramitação em plenário.

Com informações de UOL e Folha.

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