Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Política

Compra de votos no Amapá usou programa social de renda, aponta Ministério Público

Investigação da Justiça Eleitoral aponta manipulação no programa de concessão de cestas e gerou afastamentos no governo.

As novas investigações sobre a tentativa de compra de eleitores no Amapá identificaram que um programa social esteve no centro do assédio promovido pelos suspeitos. De acordo com o Ministério Público Eleitoral (MPE), a concessão do "Renda para Viver Melhor" condicionava a ajuda financeira e de alimentos ao compromisso nas urnas com aliados políticos da gestão local.

Segundo os investigadores, as coações ocorriam mediante promessas de inserção das famílias em situação de vulnerabilidade, assim como nas ameaças diretas de exclusão daqueles que já se encontravam aptos ao recebimento das verbas caso os votos nos candidatos apoiados pela quadrilha não se materializassem.

O número de cadastros no programa apresentou elevação suspeita, subindo do patamar contínuo de 10 mil para 13.305 famílias inscritas às vésperas da corrida para o cargo. Sete investigados estão na mira da ação de busca e apreensão da Polícia Federal, com buscas abrangendo endereços da Assembleia Legislativa do Amapá.

Como medida imediata até o fim do segundo turno, a Justiça Eleitoral afastou temporariamente algumas servidoras do Super Fácil e da casa legislativa para frear a atividade ilegal em repartições públicas do estado.

Com informações de G1 e Google Notícias.

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