Quinta-feira, 05 de novembro de 2026
Saúde

Empresa de remédios falsos contra o câncer seguiu vendas durante apuração em SP

Ministério Público revelou que lote sem princípio ativo foi administrado a paciente enquanto Gaeco investigava esquema

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Investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Ribeirão Preto revelaram nesta quinta-feira (5) que uma distribuidora continuou comercializando remédios oncológicos falsificados em São Paulo mesmo enquanto já era alvo de inquérito criminal. Ao menos nove frascos sem substância ativa foram repassados pela empresa durante o período de monitoramento das autoridades, sendo que uma das doses falsas chegou a ser aplicada em um paciente em tratamento contra o câncer.

A constatação motivou a deflagração da Operação Laziosi pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, que cumpriram 18 mandados de busca e apreensão e prenderam preventivamente três investigados: Nalva Braz do Nascimento, Petter Gabriel Cavalcante Chagas e Sharlene Chaves Barbosa. O esquema utilizava uma rede de empresas de fachada para escoar lotes adulterados do imunoterápico Keytruda, utilizado na terapia de tumores de pele, bexiga, rim e endométrio.

O caso teve início após denúncia formal apresentada pelo laboratório fabricante Merck Sharp & Dohme (MSD), que constatou a ausência total do princípio ativo em um lote adquirido pelo Hospital Igesp, na capital paulista, junto à empresa Nacionalfarma, sediada em Araraquara. Perícias oficiais confirmaram o crime contra a saúde pública, e as defesas dos três presos não foram localizadas pelos veículos consultados.

Os investigados permanecerão sob custódia da Justiça paulista enquanto o Ministério Público conclui o relatório pericial das novas amostras apreendidas nesta manhã para oferecer a denúncia formal à 2ª Vara Criminal.

Com informações de Estadão, Metrópoles e G1.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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