Segunda-feira, 02 de novembro de 2026
Economia

Gustavo Loyola projeta juros em dois dígitos até 2028 e alerta para risco fiscal

Ex-presidente do Banco Central avalia que descompasso no orçamento emperra queda da Selic

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A taxa básica de juros brasileira deverá permanecer em dois dígitos até 2028 em razão da instabilidade nas contas públicas e do endividamento estatal, afirmou o economista e ex-presidente do Banco Central do Brasil (BC) Gustavo Loyola. A declaração foi dada durante participação no programa Stock Pickers divulgada neste fim de semana.

A manutenção dos juros em patamares elevados encarece o crédito para empresas e famílias, além de frear o ritmo de investimentos e elevar as despesas da União com o pagamento da própria dívida. Para o leitor, isso significa financiamentos bancários mais caros e menor fôlego para o crescimento do emprego formal no país.

De acordo com Loyola, o descompasso entre receitas e gastos governamentais retira a margem de manobra da autoridade monetária para promover cortes na taxa Selic. Ele alertou que tentar equilibrar a economia exclusivamente pelos juros cria um círculo vicioso, no qual o encarecimento da dívida pública eleva o risco fiscal e demanda taxas ainda maiores do mercado financeiro.

O economista destacou ainda que a diretoria do Banco Central tende a sofrer forte pressão de setores políticos e produtivos por cortes no curto prazo, mas pontuou que a política monetária não produz efeitos duradouros sem medidas efetivas de contenção orçamentária por parte do governo federal.

Com informações de InfoMoney e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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