Mauro Mendes critica fim da escala 6x1 e defende jornadas de até 16 horas
Senador eleito por Mato Grosso afirma que modelo de trabalho dos Estados Unidos traz mais qualidade de vida.
O senador eleito e ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), criticou nesta segunda-feira (5) a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. Durante uma entrevista coletiva, o político defendeu que a legislação brasileira seja flexibilizada nos moldes do sistema dos Estados Unidos, permitindo jornadas mais longas.
A declaração ganha peso em meio às discussões no Congresso Nacional sobre a redução da jornada de trabalho e os impactos econômicos de uma possível mudança. Para o senador eleito, a flexibilização daria mais liberdade aos trabalhadores e beneficiaria a economia, enquanto o modelo atual, segundo ele, é rígido demais.
Mendes citou como exemplo os brasileiros que imigram para os Estados Unidos e trabalham de 12 a 16 horas por dia, argumentando que eles conseguem ganhar mais e ter uma qualidade de vida melhor. Na visão do parlamentar, que também é empresário, é um "absurdo" que a Justiça brasileira possa processar uma empresa por trabalho escravo caso um funcionário atue por 11 horas em um mesmo dia.
Pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em vigor no Brasil, a jornada normal é de até 8 horas diárias e 44 horas semanais. A realização de horas extras é limitada a duas por dia, exigindo acordo prévio e pagamento com valor adicional.
Com informações de Brasil de Fato, UOL e Folha.
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