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Ciência

Pesquisadores enfrentam recusas de elites e buscam alternativas para estudos

Dificuldade para entrevistar políticos, diplomatas e empresários afeta compreensão de decisões de poder

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Estudo de elites e ciência política
Pesquisa sobre mapeamento de opinião de elites no Brasil · Foto: Agência FAPESP (CC BY)

Pesquisadores e cientistas sociais brasileiros enfrentam resistências e altas taxas de recusa ao tentar entrevistar integrantes de elites políticas, econômicas e militares do país. O levantamento publicado nesta quarta-feira (28) pela revista Pesquisa FAPESP mostra como agendas sobrecarregadas, receio de exposição e desconfiança com a universidade afastam esses líderes de estudos acadêmicos.

Essa dificuldade compromete o acesso público a dados fundamentais sobre como são tomadas as decisões em instituições como o Congresso Nacional e em ministérios. Quando determinados grupos se negam a participar, os estudos correm o risco de produzir diagnósticos incompletos ou distorcidos sobre as articulações de poder que afetam diretamente a sociedade.

Segundo o professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Reginaldo Mattar Nasser, investigar os grupos dominantes permite entender a esfera prática da decisão para além dos registros institucionais. Já o professor Adriano Codato, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ressalta que o trabalho exige métodos próprios para ganhar a confiança do entrevistado e avaliar o limite das declarações.

Diante das barreiras, equipes de pesquisa têm reformulado metodologias de abordagem e planejamento de questionários para cruzar dados públicos com entrevistas reservadas, buscando manter a precisão dos retratos científicos sobre as elites nacionais.

Com informações de Google Notícias, Pesquisa FAPESP e Agência FAPESP.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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