Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Política

Sidônio critica proposta de corte de gastos de Flávio Bolsonaro e aponta erro em contas

Ministro da Secom questionou viabilidade de economizar R$ 250 bilhões e afirmou que candidato confunde juros com receitas federais.

Flávio Bolsonaro
O senador e candidato Flávio Bolsonaro · Foto: Andressa Anholete/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou no domingo (11) que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) errou os cálculos orçamentários ao prometer compensar cortes de gastos federais com a redução da taxa de juros. A declaração ocorreu durante entrevista no comitê de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.

O confronto marca o centro do debate econômico da eleição presidencial, já que os planos fiscais definem a manutenção ou redução de programas sociais e serviços públicos essenciais. Segundo o ministro, cada corte de um ponto percentual na taxa básica de juros equivale a cerca de R$ 50 bilhões na dívida pública, valor que não pode ser tratado como recurso livre para cobrir despesas do governo federal.

A polêmica ganhou força após a divulgação de que assessores econômicos de Flávio projetam reduzir cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas obrigatórias, o que totaliza quase R$ 250 bilhões. A proposta mira áreas como Previdência Social, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os pisos de saúde e educação, embora o candidato afirme publicamente que preservará aposentados e trabalhadores que ganham o salário mínimo.

O presidente Lula também veiculou críticas em vídeo no sábado (10), cobrando a indicação exata de quais áreas seriam atingidas pelo corte. Ambas as campanhas devem intensificar os pronunciamentos e a veiculação de peças eleitorais sobre as diretrizes orçamentárias nos próximos dias.

Com informações de Poder360 e Google Notícias.

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