Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Urgente Lito Sousa, especialista em aviação e youtuber, morre aos 59 anos
Política

STF cria regra para barrar o direcionamento de pedidos a ministros específicos

Determinação de Fachin centraliza análise técnica de processos para evitar fraudes ao sorteio aleatório da Corte

Ministro Edson Fachin, presidente do STF
Foto: Mauricio Tonetto / Secom / Governo RS / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, publicou nesta sexta-feira (2) uma nova resolução que endurece as regras para o protocolo de petições judiciais. A medida tem como objetivo impedir manobras em que os advogados tentam direcionar casos para um ministro específico, burlando o sistema de distribuição da Corte.

De acordo com o tribunal, advogados tentavam aproveitar ações que já estavam sob os cuidados de um relator para embutir nelas novos pedidos que não possuíam conexão direta. O texto determina que, a partir de agora, petições incluídas por terceiros em processos abertos passarão primeiro pela Presidência do STF e pela equipe técnica para verificação da semelhança entre as causas.

Se o vínculo não for comprovado, o pedido embutido será desmembrado e transformado num processo novo. Nessa etapa, ele passará pelo sistema padrão de imprevisibilidade por meio de um sorteio eletrônico isento que definirá o magistrado responsável para assumir a nova análise.

As normas tentam estancar as "guerras de liminares" entre ministros. A resolução de Fachin entrou em vigor um dia após o decano Gilmar Mendes usar precedentes de outro caso para interferir diretamente nas regras eleitorais e liberar o candidato Renan Santos em debates televisivos da Rede Globo, decisão que resultou no posterior cancelamento da atração.

Com informações de G1, Google Notícias e Estadão.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise