Terça-feira, 03 de novembro de 2026
Economia

Corte de crédito subsidiado é chave para Selic cair a um dígito, diz economista

Análise aponta que expansão de financiamentos governamentais força Banco Central a manter juros altos

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Banco Central do Brasil
Banco Central do Brasil de Fortaleza · Foto: Joelkaula / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A redução da taxa básica de juros (Selic) para patamares abaixo de 10% ao ano depende de medidas do governo federal para limitar a concessão de crédito subsidiado, e não apenas de decisões da autoridade monetária, segundo análise do economista Bernardo Guimarães publicada na Folha de S.Paulo.

A trajetória da dívida pública brasileira exige uma redução expressiva no custo dos juros reais, que consomem cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, valor doze vezes maior que o déficit primário atual, que está em torno de 0,5% do PIB.

Segundo o economista, embora o equilíbrio fiscal e a busca por superávit primário ajudem a economia, eles não bastam para derrubar os juros. Guimarães aponta que a expansão de programas públicos de crédito — como o Crédito do Trabalhador, que movimentou R$ 100 bilhões em empréstimos no primeiro ano, além de linhas do BNDES, do Peac e do Plano Safra — estimula a circulação de dinheiro e obriga o Banco Central do Brasil a manter os juros altos para segurar a inflação.

O debate sobre a condução da política monetária permanece no foco das discussões entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central, que definem o ritmo das taxas nas reuniões regulares do Comitê de Política Monetária (Copom).

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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