Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
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Saúde

EUA monitoram suspeita de peste na Sibéria após morte de cientista russa

Enquanto Washington avalia cenário sem alarmismo, hospitais de Irkutsk decidiram impor uma quarentena de três semanas por segurança na região

Montanhas Sayan
Uma clareira na floresta das Montanhas Sayan · Foto: Vyacheslav Argenberg / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A suspeita envolvendo um caso de peste pneumônica na Rússia ativou o alerta do governo dos Estados Unidos nesta segunda-feira (5). A apreensão global aconteceu após o anúncio da morte de Darya Shipilova, de 28 anos, pesquisadora científica do Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk, na região da Sibéria, e da decisão dos hospitais do entorno de instituir um período de três semanas de quarentena como precaução.

O episódio de contaminação gerou desconfiança porque o patógeno, a bactéria Yersinia pestis, causa uma infecção agressiva aos pulmões, transmitida facilmente pelas vias aéreas e letal. Enquanto veículos de mídia locais na Sibéria relataram o possível quebramento acidental de um frasco contendo a bactéria na mesa de trabalho de Shipilova, a Rospotrebnadzor, agência de vigilância russa, negou qualquer acidente laboratorial e classificou a morte da mulher como uma pneumonia desconhecida.

Apesar da discrepância nas explicações dos porta-vozes, as autoridades norte-americanas adotaram um tom conservador. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, admitiu que sua equipe mantém os olhos grudados aos dados que saem de Irkutsk, mas sublinhou que até o momento não houve nenhuma diretriz determinando pânico para a comunidade internacional.

Com informações de Gazeta do Povo, Google Notícias e UOL.

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