Domingo, 04 de outubro de 2026
Saúde

Pesquisas revelam alta concentração de microplásticos suspensos dentro de casa

Fibras sintéticas soltas de roupas e polímeros presentes na poeira formam um ciclo contínuo de contaminação em ambientes fechados

O ar que respiramos dentro de casa possui uma grande quantidade de partículas invisíveis de plástico. É o que revelam levantamentos científicos recentes, que indicam que a concentração de microplásticos suspensos em ambientes internos chega a ser oito vezes maior do que em ambientes externos.

A descoberta chama a atenção para um tipo de poluição constante e imperceptível na rotina doméstica. Segundo pesquisadores, os plásticos entram nas casas não apenas pela rua, mas são gerados no próprio ambiente por roupas de tecido sintético, itens de beleza e embalagens, que soltam pequenos polímeros na forma de poeira.

Uma pesquisa publicada na Holanda em agosto ilustra a escala do problema. Após analisar 105 residências, os cientistas detectaram que 75% delas continham cinco ou mais tipos de microplásticos. Entre os polímeros mais frequentes estão o plástico PET, usado em garrafas, e o poliestireno, presente no isopor, encontrados em quase todas as amostras coletadas.

Em ambientes fechados e com pouca ventilação, essas fibras minúsculas assentam nos móveis e no chão. Quando os moradores se movimentam pela casa, o atrito faz com que a poeira plástica flutue novamente, criando um ciclo ininterrupto de suspensão do material pelo ar do qual é difícil escapar.

Com informações de UOL e Folha.

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