Sábado, 03 de outubro de 2026
Política

Renovação do Senado se torna objetivo nas estratégias de campanhas presidenciais

Controle do endividamento e possíveis julgamentos no STF ampliam interesse na disputa pelas cadeiras da Casa.

Plenário do Senado
Plenário do Senado Federal, em Brasília · Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A renovação de dois terços do Senado Federal nas eleições deste ano tornou-se um objetivo central nas estratégias políticas dos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do candidato de oposição Flávio Bolsonaro (PL). Das 81 cadeiras da Casa, três para cada unidade da federação, 54 estarão em disputa para mandatos de oito anos, número que pode aumentar já que nove senadores atuais concorrem a governos estaduais.

A formação de uma maioria no Senado é crucial para o próximo presidente, pois a Casa tem poderes exclusivos que impactam diretamente o funcionamento do país e dos outros poderes. São os senadores que avaliam indicações para altos cargos, controlam o endividamento dos estados e municípios e têm a competência para processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O controle sobre o tribunal superior tem dominado os debates nesta eleição. O interesse na disputa pelas vagas de senador cresceu devido à demanda de grupos da direita pela abertura de processos de impeachment contra magistrados do STF, movimento que ganhou ainda mais força após acusações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro virem à tona durante o período eleitoral.

Além de atuar como tribunal político, os senadores exercem sua função legislativa primária, apresentando e votando projetos de lei e propostas de emenda à Constituição. A composição final da Casa, que ditará os rumos do legislativo na próxima década, será definida pelos eleitores no dia da votação em primeiro turno.

Com informações de UOL e Folha.

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