Terça-feira, 03 de novembro de 2026
Economia

Agronegócio e construção civil pedem exceções às regras do fim da escala 6x1

Bancada ruralista estuda PEC para setor frigorífico e de leite, enquanto construtoras adiam acordos

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Setores do agronegócio e da construção pesada iniciaram nesta terça-feira (3) uma ofensiva para garantir exceções às novas regras que extinguem a escala 6x1 e reduzem o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais no Brasil.

A reação dos empregadores ocorre após a promulgação da Emenda Constitucional nº 141/2026 e impacta diretamente a rotina de milhões de trabalhadores e os custos operacionais das empresas. Diante das indefinições sobre quais atividades serão tratadas como essenciais, o Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon) orientou suas associadas a adiar a celebração de acordos coletivos com os sindicatos laborais.

Em Brasília, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) anunciou que estuda apresentar uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) caso o Poder Executivo não contemple as peculiaridades do campo. O presidente da bancada ruralista, deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que atividades ininterruptas, a exemplo do abate em frigoríficos e da ordenha na cadeia leiteira, exigem flexibilidade de escala.

A bancada ruralista enviou ofícios a ministérios do governo federal em busca de esclarecimentos sobre o cronograma de regulamentação da lei. Os parlamentares pretendem negociar uma lista formal de serviços essenciais antes de formalizar qualquer alteração legislativa no Congresso Nacional.

Com informações de Exame, Google Notícias e Estadão.

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