Fiscais propõem manter reforma tributária em janeiro com carência de multas
Febrafite sugere prazo de 180 dias sem punições a empresas para viabilizar transição técnica em 2027
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Representantes dos auditores fiscais estaduais propuseram a manutenção do cronograma da reforma tributária para 1º de janeiro de 2027, acompanhada de um período de carência de 180 dias sem cobrança de multas punitivas por falhas operacionais na adaptação das empresas.
O objetivo é oferecer segurança ao setor produtivo durante o início da migração para os novos tributos sobre o consumo, evitando penalizações financeiras imediatas enquanto os departamentos contábeis ajustam ferramentas tecnológicas.
O posicionamento foi apresentado por Rodrigo Spada, presidente da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), e por Luciana Grillo, diretora técnica da associação paulista Afresp. Os dirigentes pontuam que os desafios com a apuração assistida e o split payment — sistema pelo qual o imposto é descontado de forma automática na operação comercial — são inevitáveis e só alcançarão maturidade com o uso cotidiano e ajustes práticos.
A entidade manifestou firme oposição a propostas de emenda constitucional que buscam postergar o prazo de implantação. Segundo os auditores, adiar a transição prejudicaria empresas que já direcionaram recursos para atualizar sistemas e criaria risco de adiamentos sucessivos, enfraquecendo a modernização fiscal do país.
A entidade levará as diretrizes do período de carência aos debates de regulamentação no Congresso Nacional e em fóruns com o Ministério da Fazenda.
Com informações de UOL e Folha.
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