Quinta-feira, 05 de novembro de 2026
Política

PL se divide sobre apoio a Hugo Motta para a presidência da Câmara

Ala pragmática busca garantir comissões de peso, enquanto grupo ideológico rejeita integrar bloco parlamentar conjunto com a esquerda

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A cúpula do Partido Liberal (PL) entrou em divergência sobre apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados ou lançar um nome próprio na disputa marcada para o início de 2027.

O embate afeta a composição e o comando das comissões temáticas da Casa, colegiados onde os projetos de lei são debatidos e votados antes de irem a plenário. Se aceitar integrar o bloco majoritário, o partido garante o direito de escolher a liderança de até três das principais comissões por ter conquistado a maior bancada eleita.

A ala pragmática da legenda, em conversas com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, alerta que uma candidatura de oposição isolaria a sigla. Nesse cenário adverso, o partido cairia para a 16ª escolha na ordem de preferência de comissões, repetindo o isolamento vivido no Senado em 2023, quando Rogério Marinho enfrentou Rodrigo Pacheco e a sigla ficou sem cargos de relevância na Mesa Diretora.

Por outro lado, parlamentares da ala ideológica, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), defendem a recusa ao acordo para não compor bloco conjunto com partidos de esquerda, como o Partido dos Trabalhadores (PT). A definição formal da bancada sobre a adesão ao bloco de Motta deve ocorrer após novas reuniões das lideranças partidárias em Brasília.

Com informações de G1, Google Notícias e Veja.

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